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	<title>Salvador de Toledo Piza Junior - Histórico de revisão</title>
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		<title>Admin: Criou página com &#039;Categoria:Entomólogos &#039;&#039;&#039;Salvador de Toledo Piza Junior&#039;&#039;&#039; - fi=oi um Engenheiro agrônomo (1898-1998), professor, entomologista e pesquisador brasileiro. &#039;&#039;&#039;Imagem: &#039;&#039;&#039; [https://doi.org/10.1590/S0101-81751988000400016 Salvador de Toledo Piza Junior]  == Área de Atuação == Sistemática, Orthoptera  == Biografia == Na madrugada do dia 22 d...&#039;</title>
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		<updated>2022-07-15T12:59:19Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Criou página com &amp;#039;&lt;a href=&quot;/index.php?title=Categoria:Entom%C3%B3logos&quot; title=&quot;Categoria:Entomólogos&quot;&gt;Categoria:Entomólogos&lt;/a&gt; &amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Salvador de Toledo Piza Junior&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039; - fi=oi um Engenheiro agrônomo (1898-1998), professor, entomologista e pesquisador brasileiro. &lt;a href=&quot;/index.php?title=Arquivo:Salvador_de_Toledo_Piza_Junior.jpg&quot; title=&quot;Arquivo:Salvador de Toledo Piza Junior.jpg&quot;&gt;alt=Salvador de Toledo Piza Junior|Salvador de Toledo Piza Junior|direita|thumb|&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Imagem: &amp;#039;&amp;#039;&amp;#039; [https://doi.org/10.1590/S0101-81751988000400016 Salvador de Toledo Piza Junior&lt;/a&gt;]  == Área de Atuação == Sistemática, Orthoptera  == Biografia == Na madrugada do dia 22 d...&amp;#039;&lt;/p&gt;
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&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Salvador de Toledo Piza Junior&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039; - fi=oi um Engenheiro agrônomo (1898-1998), professor, entomologista e pesquisador brasileiro.&lt;br /&gt;
[[Arquivo:Salvador de Toledo Piza Junior.jpg|alt=Salvador de Toledo Piza Junior|Salvador de Toledo Piza Junior|direita|thumb|&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Imagem: &amp;#039;&amp;#039;&amp;#039; [https://doi.org/10.1590/S0101-81751988000400016 Salvador de Toledo Piza Junior]]]&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Área de Atuação ==&lt;br /&gt;
Sistemática, Orthoptera&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Biografia ==&lt;br /&gt;
Na madrugada do dia 22 de janeiro de 1988, deixou este mundo o Prof. Dr. Salvador de Toledo Piza Júnior um respeitável velhinho de 89 anos que todas as manhãs era visto saindo de sua casa, e, levado por um motorista, dirigia-se para a sua outra casa a Escola Superior de Agricultura &amp;quot;Luiz de Queiroz&amp;quot;. Após o almoço cena se repetia e por vezes o venerado cientista era encontrado na cidade, frequentemente em direção à redação do Jornal de Piracicaba, a fim de entregar mais um artigo destinado à imprensa leiga. A cidade se cobriu de luto e, à tardinha do mesmo dia o seu corpo foi entregue à Necrópole da Saudade, onde já repousavam os restos de sua querida filha, falecida há muitos anos. Assim, a morte pôs um ponto final a uma vida de estudos, pesquisas, e sobretudo de amor imenso à Ciência, ao Ensino, à Pátria. Salvador de Toledo Piza Jr., é hoje apenas uma grande saudade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Tendo convivido com ele, sob o mesmo teto, na nossa mui amada Escola Superior de Agricultura &amp;quot;Luiz de Queiroz&amp;quot;, por mais de 40 anos, primeiramente como seu Assistente e depois como colega, eis que tive a grande honra de sucedê-lo no Departamento de Zoologia, estive presente a todas as suas principais atividades. Presenciei os seus longos períodos ao microscópio, desvendando modalidades desconhecidas de determinação do sexo em insetos através de cromossomos; ou acumulando provas da inexistência de quiasmas e da dicentricidade em cromossomos de escorpiões; ou outros aspectos ainda não estudados da citologia de invertebrados. Os trabalhos resultantes tiveram repercussão internacional, tendo sido considerados pelos maiores especialistas, como M.J.D. White, H.A. Guérin etc.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Prof. Dr. Antonio B. de Uchôa Cintra, então Reitor da USP, afirmou certa ocasião em Piracicaba, em visita à ESALQ, que existem cientistas de três altitudes. O melhor deles não é o que acumula o maior número de dados ou que registra quantidade muito grande de fatos novos. E não é o que conduz maior número de experimentos. O melhor cientista, disse o Magnífico Reitor, é aquele que, jogando com os dados obtidos por todos os demais, elabora as generalizações, as teorias, os sistemas, construindo a essência, a filosofia da Ciência. Estes realmente estão no mais alto nível e aqui se colocou o Prof. Piza durante a sua longa vida científica, como o demonstram inúmeros de seus trabalhos, principalmente as várias campanhas que houve por bem desenvolver.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A mais significativa destas campanhas referiu-se à inexistência nos cromossomos das células sexuais de partículas responsáveis pela transmissão dos caracteres hereditários, isto é, de genes corpusculares. A empolgante campanha iniciou-se em 1931, perdurou por mais de 30 anos e constou de diversas contribuições, das quais talvez a mais expressiva apareceu em 1951 e se intitulou &amp;quot;A agonia do gen&amp;quot;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na década de 60, Piza rebelou-se contra o conceito da vivência do vírus. Realmente, partículas destituídas de água, que não se nutrem, não respiram e não se multiplicam, não podem ser dotadas de atributos vitais. Mais uma jornada vitoriosa, que se desenrolou por cerca de 10 anos. &amp;quot;Quem sustentar que o vírus vive, venha de lá com as provas... mas deixe em paz o conceito de vida, que esse não podemos mudar&amp;quot;, escreveu ele em um de seus inúmeros trabalhos sobre o assunto.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Bem cedo o Prof. Piza ingressou no mundo dos artrópodos, tendo trabalhado com insetos, aranhas, opiliões, escorpiões, etc. Nos últimos anos, vinha trabalhando com insetos ortopteróides, incluindo ortópteros, fásmidas, mântidas e baratas, especialmente os dois primeiros grupos. Descreveu mais de 300 espécies, muitas representando gêneros novos e, neste setor, seguia as pegadas dos antigos autores, descrevendo-as em latim. Aliás, Piza gostava muito da língua latina. A ESALQ guarda talvez a maior coleção de ortopteróides brasileiros, organizada por ele ao longo de muitos anos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Piza deve ser considerado um pioneiro no estudo e divulgação de todos os tópicos pertinentes à evolução dos animais, com início em uma época em que isso se constituía em verdadeiro sacrilégio. Deixou-se influenciar por vários vultos evolucionistas da Europa, especialmente Ernest Haeckel e, no Brasil, pelo Prof. Dr Carlos Teixeira Mendes que, como ele, alistou-se entre as figuras exponenciais da Escola Superior de Agricultura &amp;quot;Luiz de Queiroz&amp;quot;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Toda a atividade científica do Prof. Piza se desenvolveu sob as luzes evolucionistas. Ao analisar certos fatos, obtinha dados referentes à evolução, dados estes que por vezes passavam despercebidos por outros autores. Escreveu certa vez, por exemplo, que &amp;quot;dois cientistas de grande renome surpreenderam no Jardim das Plantas, de Paris, um jovem chimpanzé sentado ao lado do cadáver de sua mãe e que se apresentava tomado de grande tristeza. De permeio a convulsivos soluços, procurava reanimar com as mãos o corpo frio de sua mãe. E chorava, mas não derramava lágrimas. Chorava em seco como se costuma dizer. Como se vê, macaco também chora. Sabe-se que há pessoas que por mais que se emocionem são incapazes de chorar. Podem comover-se até aos limites do desespero, mas não conseguem verter uma só lágrima. Tal como os chimpanzés, igualmente choram em seco. Homem e macaco, sendo parentes, não é para estranhar que o que se passa como regra em um manifeste-se como exceção no outro&amp;quot;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A bibliografia do Dr. Piza encerra mais de 1.200 títulos, incluindo livros, trabalhos em revistas nacionais e estrangeiras em vários idiomas e artigos em jornais, especialmente O Diário e O Jornal de Piracicaba. Inúmeros trabalhos aparecidos na imprensa leiga, na realidade deveriam figurar em outra parte, pelo seu profundo conteúdo filosófico, lingüístico, teológico, etc. Estão neste caso artigos como &amp;quot;Um episódio pouco conhecido da História da Evolução&amp;quot;, &amp;quot;Deus não é o autor da Bíblia&amp;quot;, &amp;quot;Deus Natureza&amp;quot;, &amp;quot;Como pronunciar os nomes dos grupos superiores da Classe Mastigophora do filo Protozoa&amp;quot;, etc.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Inúmeros trabalhos constituíram contribuição à grafia e sobretudo à prosódia corretas de termos biológicos. Napoleão Mendes de Almeida, em suas Questões Vernáculas de O Estado de São Paulo, confirmou grande parte das conclusões do venerando catedrático da USP e não confirmou todas por não ter tratado das mesmas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Durante a sua vida, Piza recebeu quantidade enorme de homenagens e láureas. Tendo estudado na Alemanha no início de sua carreira, retornou ao Brasil com o título de Doutor H.C. conferido pela Universidade de Berlim. Da sua viagem ao Oriente, resultou o livro &amp;quot;Aspectos íntimos do Japão&amp;#039;, premiado pela Academia Brasileira de Letras entre as láureas, figuram inúmeras placas de prata conferidas por grupos de alunos e associações de profissionais e de colegas, título de cidadão piracicabano, título de Paul Harris Fellow do Rotary International, Medalha Prudente de Moraes do Instituto Histórico e Geográfico de Piracicaba, Medalha &amp;quot;Luiz de Queiroz&amp;quot; concedida pela ESALQ, etc.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nos últimos anos, com a vista grandemente arruinada, queixava-se de não poder encontrar certos livros em sua imensa biblioteca. Com o auxílio de forte lente, porém, continuava estudando e escrevendo e assim foi até poucos dias antes de falecer. A sua Biblioteca, ele a doou em vida à sua querida Escola Superior de Agricultura &amp;quot;Luiz de Queiroz&amp;quot;, para onde deverá ser removida e preservada com o maior carinho. Encerra literatura valorosíssima sobre insetos ortopteróides, evolução, aracnídeos, etc. O mesmo será feito, segundo o seu próprio desejo, com a grande coleção de troféus. &amp;quot;Estes pertencem a Escola, e não a minha pessoa&amp;quot;, disse muitas vezes.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 1926, juntamente com os Profs. Drs. Octavio Domingues e Nicolau Athanassof, fundou a Revista de Agricultura. Logo em seguida, juntaram-se a eles os Profs. Drs. Carlos Teixeira Mendes e Philippe Westin Cabral de Vasconcellos, atualmente todos falecidos. Em 1987, a Revista de Agricultura publicou o seu 62º volume, com três fascículos, totalizando 320 páginas. O último fascículo, aparecido em dezembro de 1987, ainda conteve um trabalho do Prof. Piza, intitulado &amp;quot;Reencontro com Metadiaea&amp;quot;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A Revista em apreço presentemente possui circulação internacional, sendo os trabalhos nela publicados referidos em todos os periódicos que editam abstracts dos assuntos ali tratados. Nascida numa época em que nem o Instituto Agronômico, nem o Instituto Biológico, nem a ESALQ possuíam periódicos próprios, a Revista de Agricultura contribuiu grandemente, como o faz até o presente, na divulgação dos trabalhos dos pesquisadores das Ciências Agropecuárias.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Salvador de Toledo Pira Jr. nasceu em Capivari, SP, aos 28 dias de dezembro de 1898. Faleceu em Piracicaba, SP, aos 22 dias de janeiro de 1988. Deixa viúva a Sra. Helena Mendes de Toledo Piza, o filho Marcos Salvador de Toledo Piza e dois netos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Durante a sua longa vivência na Escola Superior de Agricultura &amp;quot;Luiz de Queiroz&amp;quot;, todos nós que com ele trabalhávamos, aprendemos a amá-lo e a respeitá-lo profundamente, como homem íntegro, voltado à Ciência e, sobretudo, pelo seu imenso amor à querida Casa à qual serviu até ser colhido pela morte.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Fontes ==&lt;br /&gt;
[https://doi.org/10.1590/S0101-81751988000400016 Salvador de Toledo Piza Júnior (28/XII/1898 -22/I/88) Necrológico • Rev. Bras. Zool. 5 (4) • 1988]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Admin</name></author>
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